domingo, 28 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Dorme pouco e acorda cedo, porque quer acordar cedo. Talvez porque queira degustar e mastigar cada momento do dia, cada minuto? Talvez. Mas tantas vezes acaba apenas engolindo as horas sem sentir o sabor. E os minutos e as horas, ressentidos por tanto descaso, passam rápido para deixar saudades ao cair da noite.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
horário de verão
Dias de lagoa, mar e sorvete de maracujá. De chuva também. Dias longos por pouco tempo.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
A parede da sala era mais bonita azul porque ressaltava as cores do quadro. Hoje, pintada de creme, ainda permite que ele brilhe sozinho. Continua bonito, mas eu olho e lembro do azul. E em todas as outras paredes lembro de tantas outras coisas. Entre memórias, não sei bem o sentimento que surge - e surge sempre diferente. Como vida vivida e revivida, renovada a cada contato.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Brasília
Não moro aqui. Cada móvel, cada detalhe sempre igual remete a tudo novamente. Pela janela, a cidade de tantos anos. Conforto e estranhamento coabitam um corpo confuso. Nos cantos da casa devem estar os momentos que precisam ser resgatados para entender o que acontece.
domingo, 20 de dezembro de 2009
O verde da árvore também pinta a capa de um livro que gosto. O azul da parede é o mesmo do mar, do céu, da blusa bonita e do pingente. Uma mulher cega falou sobre sua cor preferida, o amarelo. Me deu um negócio... Como o cotidiano limita o modo como se experimenta o mundo. Quero também viver as cores para além da visão.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Gosto de acordar cedinho, cedinho. Beber o café é abrir, gole a gole, a garganta e o dia. Tem o pão de queijo também, mas não é algo tão insubstituível. E então corre o dia todo entre cafés, momentos sempre idealizados como se fossem exatamente o que faltava. Nunca é. Mas tomar um cafezinho acaba aliviando a tensão de não saber a grande solução. Planejar cada dia de férias a cada manhã é um exercício de criatividade. Durante o ano é o dia que me planeja e só me resta cumprir tarefas. Agora posso inventá-las. Ontem eu inventei a tarefa de comer pizza de três sabores: abobrinha com tomate seco, presunto com palmito e brócolis com champignon. Hoje quero lavar roupa, comer macarrão e ir para a praia! Amanhã eu ainda não sei, mas se fizer sol é praia. Em uma trilha traço o rumo de uma tarde preguiçosa. Primeiro é subida, suor, sede e pedras traiçoeiras bailarinas. Lá do topo vejo o que ficou embaixo: o mar. Vontade de descer rolando num mergulho direto. Praias pequenas aconchegam amigos que conversam entre mergulhos.
Ainda no repeat
Linda mesmo a música. Com ela no fundo fica tudo mansinho, devagar; surgem várias coisas que não tinham espaço no meio de tantos dias turbulentos barulhentos. Se a respiração continua mesmo quando dormimos, se o ar entra e sai involuntariamente, então o corpo sabe funcionar sozinho. Posso dormir tranqüila agora. Tranqüila com trema, enquanto for permitido.
O olho pesa sem querer dormir. Está cansado de ver, guiar e ser guiado. Sem pendências, busca algo para solucionar – se acostumou a procurar erros em tantos problemas inventados. Não sabe mais olhar somente, olhar pra ver. Daí cansa mas não quer dormir, quer ficar olhando. Pára e olha então. Olha que bonito o óculos na mesa...lá na ponta, distante. Suas lentes abrem o mundo: como as árvores têm folhas tão delineadas pousando em prédios de paredes tão retas! Em cada cena, põe detalhes em foco. Lente límpida amiga de olhos insuficientes. Não agora... Longe ali no canto não permite ser nítida.
O olho pesa sem querer dormir. Está cansado de ver, guiar e ser guiado. Sem pendências, busca algo para solucionar – se acostumou a procurar erros em tantos problemas inventados. Não sabe mais olhar somente, olhar pra ver. Daí cansa mas não quer dormir, quer ficar olhando. Pára e olha então. Olha que bonito o óculos na mesa...lá na ponta, distante. Suas lentes abrem o mundo: como as árvores têm folhas tão delineadas pousando em prédios de paredes tão retas! Em cada cena, põe detalhes em foco. Lente límpida amiga de olhos insuficientes. Não agora... Longe ali no canto não permite ser nítida.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Música no repeat
Ouvindo o piano da música que toca no ouvido e no corpo, tão pianinho. Que voz macia a da moça que canta; dança a caneta no papel rabiscando qualquer linha torta junto com a melodia. Vira um desenho feio até, mas não importa ele em si, só o fato de ele ter sido a dança daquele som.
Segunda-feira
Travesseiro de manhã é imã de cabeça, o corpo pesa e afunda na cama que afunda junto bem macia. Daí pra frente são minutos de função soneca entre promessas infundadas de levantar. Vontade de esperar que chegue sábado e colocar o despertador (desespertador) para às seis só pra acordar-desligar-dormir. O prazer único da preguicinha...
Domingo
Domingo é o dia de preparar tudo para uma semana perfeita que depois sai toda errada. Isso porque os preparativos se restringem a planos no papel e cedem lugar a qualquer ócio, mesmo o mais desinteressante. Próximo domingo tudo vai ser diferente.
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